Li um título de um artigo que era: “Como administrar uma empresa sem chefes”, nesse momento fui tomada por uma afirmação: “utopia”.
Lendo o artigo refleti que na verdade era uma “semi-utopia”, pois o texto era todo embasado em uma descentralização de poder, porém com uma necessidade de um líder que comandasse a equipe.

No meu entendimento ser diretor, ser chefe ou ser superintendente é de uma maneira ou de outra ser um líder da equipe. Não necessariamente no contexto de líder – aquele que tem um dom e/ou talento de comandar, guiar, orientar as pessoas – pois se assim fosse estava praticamente extinto os conflitos internos dentro das equipes. Mas, sim, no contexto de que sempre se faz necessário uma pessoa que comande a situação.

É muito interessante pensarmos que não se faz necessário alguém que comande a situação e que todos vão conseguir alcançar os objetivos comuns das empresas. Mas quem é que elenca esses objetivos? Alguma pessoa dotada de algum grau de superioridade sobre os outros.

Pesquisando quem usa essa nova descentralização achei que a Google, a Dell e a Novartis têm como parâmetro uma estrutura horizontal, onde no lugar do chefe que cobra resultados há um líder que estimula a criatividade e desafia os integrantes das equipes a resolver os problemas, bater as metas e crescerem juntos. No meu entendimento, isso é uma maneira bonita de colocar todos os colaboradores no mesmo degrau e que tenta agradar a todos.

Essa é uma forma que as empresas têm de não criar hierarquias, e até mesmo hierarquias salariais. Mas deixemos claro; todos eles sempre têm um topo a ser almejado: diretores e donos. Esse é um método inteligente para não se ter promoções obrigatórias e esperadas pela equipe. Penso que seria um slogan assim: “Somos todos iguais, até que a demissão nos separe”.

Quando se nomeia um líder para um grupo, automaticamente está se delegando um cargo de maior responsabilidade ou de maior capacidade entre os demais. E para quem assume o papel de líder há um grande trabalho a ser desenvolvido: não deixar com que a equipe desanime; fazer com que elas sempre corram atrás de conquistas e melhoras internas; incentivar as opiniões e, assim por diante.

Nesse artigo, dizia que na gestão descentralizada, o mérito das conquistas não é apenas do líder, mas de toda a equipe. E eu afirmo que em uma empresa que há um chefe-líder, o mérito também não é só dele, e sim de toda a sua equipe.

Acabo por concluir que todas essas fórmulas que criam para reinventar a roda não me convencem. Nesse caso há somente uma descentralização no papel e no contracheque. Não vejo isso acontecendo de forma ativa ou produtiva dentro da empresa. Tentar convencer um funcionário que ele vai ser “promovido à líder”, porém sem aumento salarial, pode até ser um estimulo no primeiro momento, mas não para sempre.

E vocês, acham que esse sistema de descentralização convence e/ou funciona?

Anúncios