Já há alguns anos me questiono sobre o que escolhi para trabalhar e porque escolhi essa função.
Muitos momentos, aliás, na maioria deles, tenho certeza de que escolhi o certo, o melhor.
Mas dai vem uma voz dentro de mim que grita muito, mas muito alto, que chega a dar uma pontada na cabeça e um apito no ouvido, que diz: – NÃO É ISSO QUE TE FAZ FELIZ!
E só essa frase me deixa muito perturbada.

Tento conversar com ela e sempre temos um diálogo forte e proveitoso, mas que me da cada vez mais certeza que sou muito teimosa.
Depois fico ponderando tudo o que ela me diz e concluo que além de teimosa, sou medrosa!

Que o que eu mais admiro nos empreendedores, nos rebeldes é exatamente aquilo que me falta: A coragem e o desapego da teimosia.
Como eu queria ser mais desprendida e mais corajosa.

Hoje convivo com jovens que estão na fase do vestibular, com uma das tarefas mais difíceis que terão para o resto de suas vidas: escolher o que vão ser quando crescer.
Minha família sempre me deixou livre para escolher e sempre me apoiaram em tudo que eu achava ser o melhor para mim.
Mas acredito que me faltou mais orientação naquela época e é isso que eu tenho de melhor conselho para dar para quem está começando a vida e ainda tem tempo de arriscar, idade para errar e coragem para tentar:
– Faça exatamente aquilo que lhe faz feliz, que o dinheiro virá como consequência… Não faça como o dinheiro a meta, isso não dá certo (tá, às vezes dá, mas não é a regra!)

Analise, mesmo.
Pense, muito.
Reflita demasiadamente.
Busque essas informações dentro de todos os arquivos mentais que se tem.
Peça ajuda aos amigos que te conhecem e sabem o que te faz feliz.
E depois que souberes: não de ouvido para quem vier te dizer que isso não vai dar certo. Arrisque!

Seja pintar, dançar, costurar, malhar, bichos, plantas, pedras, som, reunião, computador, cálculos, pessoas, seja o que for.
Depois de descoberto pense no leque de opções que aquela escolha gera e opte por uma delas. Hoje é melhor ser especialista em uma coisa do que “entendido” em várias.
Exemplo: Gosto de criar.
Leque: roupa, computação, quadros, artesanato, etc.
Opção: artesanato.
Leque: reciclagem, restauração, pintura, etc.
Opção: reciclagem.
Leque: móveis, sucata, roupas
Opção: móveis.

Façam assim com o que for eleito como o que realmente se gosta de fazer!
Assuma o risco, se despegue do conforto e arrisque: tenho certeza do sucesso.

Tentei exatamente o contrário e hoje sei o que eu vou ser quando crescer. Cheguei ao final da lista, mas o problema é que eu já cresci!
Será tarde de mais ou ainda há tempo de recomeçar?

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